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CoolaBoola transforma “experiência” numa explosão de emoções

Diário de Coimbra 27/1/2020 – Bruna Correia

Fica na Praça do Comércio e tem vários serviços que proporcionam uma “experiência única”. O CoolaBoola nasceu pelas mãos de Cátia e Pedro e conta com peças vintage, barbearia, atelier de tatuagens, gastro bar e rooftop

É uma verdadeira viagem na máquina do tempo que recua aos anos 50, 60 e por aí fora. E essa viagem, que pretende «transformar a vinda numa experiência», é também o objectivo deste espaço. E está mais que cumprido. Chama-se CoolaBoola Colab, nasceu pelas mãos de Cátia e Pedro, e fica na Praça do Comércio, nas antigas galerias de Coimbra. O conceito é «único» e com vários serviços. Na loja vintage, no rés-do-chão, oportunidade não falta para comprar um disco em vinil ou uma gilete de barbear “à moda antiga”. Ao fundo, há um bar retro com uma colecção de cervejas artesanais do país e arredores. A boutique feminina com vestidos de hollywood fica na cave. No primeiro piso, instalou-se a clássica barbearia São José, um espaço com roupa vintage masculina e ainda um atelier de tatuagens. O segundo, terceiro e quarto pisos estão ao “comando” da empresa Loop

E o quinto piso é ocupado pelo gastro bar, «um espaço destinado a experiências», cuja «ideia é partilhar os pratos de
comida sofisticada», com uma carta que até ela mesma conta estórias. O rooftop, que «é a cereja no topo do bolo», fica no último andar e tem uma vista panorâmica sobre a cidade. Tudo isto num só edifício. Os planos para este projecto, esses já tinham quase desde que se conheceram, há sete anos. «Desde essa altura temos dois filhos e dois negócios», conta Pedro, também proprietário do Bar Académico. «Eu sou engenheiro civil e a Cátia antropóloga. E na altura tínhamos projectos semelhantes. Foi fácil gerirmos», conta. «Um dos nossos maiores valores para vir para a Baixa foi, sem dúvida, uma tentativa de sermos uma alavanca para outras empresas, através de um mercado diferenciado, com vários serviços», refere Pedro Serra. «É um bocadinho promover a cidade onde nós queremos viver. Se a Baixa desaparecer passa a ser uma cidade dormitório. Vazia de coisas, sem nada», destaca Cátia. Cátia, que também faz parte da direcção da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC), conta que este investimento passa por «encontrar ideias para que a Baixa seja um sítio de orgulho para todos ». «Se os turistas gostam nós também temos de gostar. Não é por acaso que eles vêm cá», diz.

No CoolaBoola já passaram pessoas de todo o mundo e, depois de “dois dedos de conversa”, há sempre histórias que marcam. Cátia e Pedro recordam algumas, como quando Shirley King, depois de um espectáculo em Coimbra, ainda esteve horas e horas neste espaço antes da viagem para Chicago. «Também esteve cá um senhor italiano, que tem um restaurante numa praça em Itália, que disse como imaginava esta praça em Itália com muitas mesas, cadeiras, esplanadas e toda a gente a comer», destaca Cátia. Expandir, para já, não faz parte dos seus planos. Mas o futuro, esse não se traça. «Para já o nosso grande objectivo é dinamizar a própria cidade onde vivemos. Queremos que isto seja trabalhado para podermos viajar, conhecer e tirar inspirações», contam. Apesar de, segundo os próprios, haver quem diga que no Porto ou em Lisboa «uma casa destas estava sempre a abarrotar de gente»

Uma mão cheia de experiências e emoções

Entrar no CoolaBoola é, sem dúvida, um recordar de memórias enquanto desenrolamos algumas emoções. Este, que é um conceito único e diferenciador, dá a oportunidade a qualquer pessoa de viver experiências também elas únicas. É, por exemplo, o caso de uma sessão de fotos com roupas de hollywood e maquilhagem a rigor, para dar a ilusão por umas horas do que se vivia e vestia naquele tempo. Já virado para a parte gastronómica, existe o Wine Games em que as pessoas «descobrem o seu palato e os seus gostos». As provas de cervejas também são mais uma experiência para juntar ao “menu”. A qualquer hora é possível conhecer toda uma colecção de cervejas para degustar. As tours pela região centro podem ser consultadas em www.coolaboolalab. com

Veja o artigo original aqui :

DiariodeCoimbra_27.1.2020

Artigo Cooletiva

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Abre-se a porta do elevador e só falta ver o pianista a um canto e ouvir dizer Play it again, SamIr ao restaurante e cocktail bar no 5º andar do CoolaBoola Colab, em plena Praça do Comércio, em Coimbra, é como entrar num filme. Toca o gira-discos na ponta do balcão, espreita-se a vista sobre o mar de janelinhas da Praça do Comércio, senta-se nas mobília de madeira estilo anos 70 e ouve-se o Alex a chegar e perguntar o que é que tomamos. Ele é a nossa grande arma, o Alex é fantástico e convence até os mais cépticos que dizem que não gostam muito de misturas mas ficam rendidos porque estes cocktails elevam-nos a outro patamar, diz Pedro Serra. Ele e a mulher, Cátia Melo, abriram há poucos meses o espaço que é um 7 em 1: concept store, cafetaria, bar, restaurante, barbearia, loja de tatuagens e promotora de eventos. Tudo no carismático antigo edifício das Galerias Coimbra, junto à igreja românica de São Tiago.

Coolaboola: A Persistência da Memória

Na aldeia de Izeda, em Trás-os-Montes, havia uma casa com uma janela aberta de onde escoavam músicas de Elvis Presley ao entardecer. Lá dentro, sentada no chão junto à grafonola, uma menina de sete anos escolhia os discos. Não sabia explicar bem porquê, mas aquela sonoridade levava-a para longe, para um mundo que nunca conhecera. Queria fazer mais do que o conhecer. Queria vivenciá-lo. E conseguiu, pelo menos um bocadinho, quando trouxe o filme “Grease” do clube de vídeo. Viu e reviu a cassete VHS imensas vezes e até ia para a escola de casaco de cabedal e t-shirt branca. O fascínio por essa onda dos anos 50 era inexplicável, mas sabia que se sentia feliz quando a surfava. “Uma surfista do tempo, aí está um belo conceito”, parece pensar, ao sorrir enquanto leva aos lábios o líquido alaranjado do Aperol Spritz e contempla, a partir do terraço do seu Coolaboola, a cor crepuscular nas fachadas dos edifícios históricos da Baixa de Coimbra. Ou então talvez pense na inesquecível cena idílico romântica que testemunhou na primeira vez que subiu aqui. Ou nos 30 anos que separam o entardecer de Izeda deste conimbricense. Cátia Melo nunca abandonou essa paixão pelo retro, pela nostalgia, pelo encanto da memória. Foi ainda mais longe. Juntamente com o músico por quem se apaixonou, Pedro Serra, transformou tudo isso num negócio que ameaça encher a cidade de experiências turísticas…

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